Sapatos,


dirige-se a eles, ali parados, destacados nesse chão morto, calça-os, um por um, muito suavemente e ao mesmo tempo determinada. Sai, feita pés descalços, saboreando a frieza da pedra sem lhe tocar, encostada a esse corrimão. Vê se lhe a delicadeza. Abre a porta.

Foge assim para ir roubar a camuflagem do desejo. E sim, é possível ! Roubou.

Retorna, feliz. Insegura por talvez não lhe assentarem. Mas continua, sobe e descalça-os. E deita-os para ali, e ali ficam !


[sim,tenho mais]

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