Escrever não é uma questão de vontade, é algo cá dentro que chama. São dias em arco-íris e preto e branco, são ecos de sorrisos e crianças que correm. Escrever é o pôr-do-sol no mar. É chuva e lágrimas e o pensar que incomodava o poeta. É este meu amor pela tua beleza, é esse ódio de qualquer coisa no ar. É a melodia e a dança do silêncio, é a graciosidade e disciplina do ballet, a garra e excentricidade do rock'n'roll.E não se escreve sempre que se pensa em escrever. Escreve-se quando, realmente, as letras surgem e formam palavras com o que queremos mostrar, sem querer que o vejam. E escrever acalma, escrever dói. A vida...a vida é como escrever. Nem sempre se tem vontade de viver. Assim como quem lê Pessoa, quando se perde a vontade de escrever por própria autoria, por vezes, prefere-se comtemplar a beleza da vida em alguém à nossa frente, e quase desejar que viva a nossa vida também.
(...)
Mas a vontade de escrever, mais tarde ou mais cedo, volta.
(da Rómina)

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